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Maiores de 23: o ensino superior não tem idade certa

Maiores de 23: o ensino superior não tem idade certa

Há percursos académicos que começam logo depois do ensino secundário. E há outros que começam mais tarde, depois de anos de trabalho, responsabilidades familiares, escolhas profissionais, dúvidas adiadas ou objetivos que ficaram à espera do momento certo.

Na Atlântica – Instituto Universitário, muitos estudantes chegam ao ensino superior através do regime de acesso para Maiores de 23 anos. São estudantes com histórias, experiências e percursos muito diferentes, que encontram na universidade uma nova oportunidade para aprender, crescer, mudar de área, progredir na carreira ou concretizar um objetivo pessoal.

E essa diversidade faz parte da identidade da Atlântica.

Ao longo dos anos, a presença de estudantes Maiores de 23 tem contribuído para tornar a experiência académica mais rica, plural e próxima da realidade. Em algumas licenciaturas, estes estudantes representam uma parte muito significativa da comunidade académica, trazendo para a sala de aula uma dimensão que vai além dos manuais, dos conteúdos programáticos e das avaliações.

Com eles, chegam também a experiência de vida, o conhecimento do mundo do trabalho e exemplos reais de empresas, equipas, clientes, projetos, decisões e responsabilidades. Tudo isto acrescenta maturidade, sentido prático e uma consciência muito clara do valor da oportunidade que têm pela frente.

Quando essa experiência se cruza com docentes exigentes, colegas de diferentes gerações e novas ferramentas de conhecimento, o processo de ensino-aprendizagem ganha outra dimensão. Torna-se mais concreto, mais participado e mais ligado aos desafios das pessoas, das organizações e da sociedade.

A diversidade geracional é uma das grandes riquezas deste regime. Os estudantes mais jovens aprendem com colegas que já têm uma carreira, uma família ou um percurso profissional consolidado. Os estudantes com mais experiência redescobrem o prazer de estudar, questionar, investigar e construir novos caminhos. E, nas salas de aula, sente-se o entusiasmo, a maturidade, a curiosidade e o sentido de responsabilidade que este cruzamento de gerações traz.

Porque a verdade é que há quem chegue à Atlântica depois de anos a pensar que “a altura certa já passou”. Há quem volte a estudar para mudar de área. Quem procure evoluir profissionalmente. Quem queira dar o exemplo aos filhos. Quem encontre, no ensino superior, a confiança necessária para criar, liderar ou empreender.

Cada percurso é diferente. Mas todos têm algo em comum: a decisão de começar.

Conciliar trabalho, família, vida pessoal e estudo nem sempre é fácil. Exige organização, resiliência, disciplina e motivação. Exige também instituições preparadas para acolher estudantes com diferentes ritmos, responsabilidades e objetivos.

Por isso, olhar para os estudantes Maiores de 23 não é olhar para uma exceção. É reconhecer uma parte essencial da realidade contemporânea do ensino superior.

Estes estudantes não chegam tarde à universidade. Chegam com vida, com experiência e com uma vontade muito concreta de aproveitar a oportunidade de aprender.

Na Atlântica, temos orgulho nos estudantes Maiores de 23 que passaram, e continuam a passar, pelas nossas salas de aula. Pelo que acrescentam às turmas, aos docentes, aos colegas e à própria instituição. Pela forma como participam, questionam, contribuem e mostram que nunca existe apenas um caminho para chegar ao ensino superior.

Porque o ensino superior não tem idade certa.

Tem um momento.

E, muitas vezes, esse momento é agora.

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